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Faz décadas que quase não nasce um antibiótico realmente novo: procurar no que a natureza já oferece dá cada vez menos resultado, e as bactérias resistentes não esperam. A saída que apareceu agora é estranha e elegante — em vez de procurar, desenhar. Um modelo de inteligência artificial percorreu 46 bilhões de moléculas que nunca existiram e apontou uma. Ela funcionou em camundongos. Leia em inglês, em 3 níveis, com áudio e tradução em português ao toque.
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Ciências e SaúdeUma alga verde de uma célula só nada em direção à luz graças a uma proteína chamada canalrodopsina, que abre um canal na célula quando a luz bate. Dois cientistas alemães, Peter Hegemann e Georg Nagel, descobriram essa proteína. Um americano, Karl Deisseroth, teve a ideia de colocá-la em neurônios. Resultado: com um feixe de luz dá para ligar ou desligar uma célula específica do cérebro de um animal vivo e ver o que ela faz. A técnica, a optogenética, mapeia memória, emoção e comportamento, e já começou a devolver parte da visão a pessoas cegas por retinose pigmentar. Em 5 de outubro de 2026, os três ganharam o Nobel de Medicina. Leia essa história em inglês, em 3 níveis, com áudio e tradução em português ao toque.
31 de out. de 2026
Ciências e SaúdeCada célula do seu corpo tem duas idades: a da certidão de nascimento e uma idade molecular, lida em marcas químicas no DNA. Cientistas da Universidade de Bonn, na Alemanha, pegaram células do sangue de um doador de 80 anos e as transformaram diretamente em células-tronco do cérebro. O relógio molecular dessas células voltou para menos de 20 anos, e voltou devagar, ao longo de 100 dias, o que permitiu filmar o rejuvenescimento passo a passo. Tudo em laboratório, ninguém ficou jovem, mas é uma ferramenta nova para estudar a doença de Alzheimer. Leia essa história em inglês, em 3 níveis, com áudio e tradução em português ao toque.
28 de out. de 2026
Ciências e SaúdeNeutrinos são as partículas-fantasma do universo: trilhões atravessam seu corpo a cada segundo, e a Terra inteira, sem deixar rastro. Em 1988, o físico Francis Halzen teve uma ideia simples e absurda: usar o gelo transparente do Polo Sul como detector. O resultado é o IceCube, 5.160 sensores enterrados num quilômetro cúbico de gelo, que já flagrou neutrinos vindos de buracos negros gigantes em outras galáxias. Em 6 de outubro de 2026, aos 82 anos, ele ganhou o Nobel de Física sem dividir com ninguém, o primeiro a fazer isso desde 1991. Leia essa história em inglês, em 3 níveis, com áudio e tradução em português ao toque.
26 de out. de 2026