Cinco jogadores com 20 anos de média levaram o Brasil ao segundo título mundial de Valorant — e a LOUD virou a única equipe do planeta a ganhar duas vezesBrasil
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Cinco jogadores com 20 anos de média levaram o Brasil ao segundo título mundial de Valorant — e a LOUD virou a única equipe do planeta a ganhar duas vezes

No domingo, 18 de outubro, em Xangai, a LOUD venceu a Team Vitality por 3 a 1 e levantou o troféu do Valorant Champions 2026, o mundial do jogo de tiro mais disputado do planeta. É o segundo título da organização brasileira, campeã em Istambul em 2022, e nenhuma outra equipe do mundo tem dois. O elenco é o mais jovem a vencer o torneio, com média de 20 anos e cinco meses, e o prêmio foi de US$ 1 milhão. Na fase de grupos, a Vitality tinha vencido a LOUD; a revanche veio na chave superior e na final. Leia essa história em inglês, em 3 níveis, com áudio e tradução em português ao toque.

8 de nov. de 2026

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O primeiro relógio nuclear que funciona sozinho erra um segundo a cada 30 milhões de anos — e os cientistas dizem que é só o protótipoTecnologia

O primeiro relógio nuclear que funciona sozinho erra um segundo a cada 30 milhões de anos — e os cientistas dizem que é só o protótipo

Os relógios mais precisos do mundo contam o tempo pela vibração dos elétrons de um átomo. Um relógio nuclear vai um degrau abaixo: usa o núcleo, que é milhares de vezes menor e quase não sente o ambiente ao redor, e por isso pode um dia ser ainda mais preciso. Em 7 de outubro, a revista Nature publicou dois: o da TU Wien, em Viena, que funcionou mais de um dia inteiro sozinho, corrigindo os próprios desvios com um laser e um cristal de tório; e o de Tsinghua, em Pequim, ainda mais estável. O de Viena erra cerca de um segundo a cada 30 milhões de anos. Leia essa história em inglês, em 3 níveis, com áudio e tradução em português ao toque.

7 de nov. de 2026
Seis meses sem gravidade: o coração de 14 astronautas encolheu, mudou e voltou ao normal — e passou no teste para uma viagem a MarteCiências e Saúde

Seis meses sem gravidade: o coração de 14 astronautas encolheu, mudou e voltou ao normal — e passou no teste para uma viagem a Marte

Sem gravidade, o coração trabalha menos e muda de forma. A dúvida que pairava sobre qualquer viagem a Marte era simples: depois de meses flutuando, o coração aguenta voltar a sentir peso? Uma equipe do UT Southwestern, em Dallas, examinou 14 astronautas em vários momentos de missões de seis meses na Estação Espacial Internacional e os testou numa mesa inclinada a 22 graus, que imita a gravidade de Marte. As mudanças foram em grande parte passageiras, e o segredo foi o exercício diário que a NASA já exige. O estudo saiu na revista Circulation. Leia essa história em inglês, em 3 níveis, com áudio e tradução em português ao toque.

6 de nov. de 2026
Em 1861, o Pony Express levava a carta de Missouri à Califórnia em 7 dias, trocando de cavalo e de cavaleiro. Um ciclista fez os 3.217 km sozinho e chegou 19 horas antesMundo

Em 1861, o Pony Express levava a carta de Missouri à Califórnia em 7 dias, trocando de cavalo e de cavaleiro. Um ciclista fez os 3.217 km sozinho e chegou 19 horas antes

Em 1860 e 1861, o Pony Express foi o correio mais rápido da América: cavaleiros em revezamento, trocando de cavalo a cada poucos quilômetros, levavam uma carta do Missouri à Califórnia em cerca de dez dias. O recorde da história, de 1861, ficou em pouco mais de sete dias e meio. Em outubro de 2026, o ciclista australiano Lachlan Morton refez os 3.217 km da rota, por oito estados, desertos, a Grande Bacia e a Sierra Nevada, com frio congelante e vento contra, e chegou a Sacramento em 6 dias, 21 horas e 15 minutos. Dezenove horas e 45 minutos mais rápido do que o melhor cavalo. E sem trocar de cavaleiro. Leia essa história em inglês, em 3 níveis, com áudio e tradução em português ao toque.

5 de nov. de 2026
Formigamento na mão que não passa? Um procedimento de 15 minutos, só com soro, aliviou a síndrome do túnel do carpo por seis meses — sem cirurgia e sem corticoideCiências e Saúde

Formigamento na mão que não passa? Um procedimento de 15 minutos, só com soro, aliviou a síndrome do túnel do carpo por seis meses — sem cirurgia e sem corticoide

Entre 5% e 10% das pessoas vão ter síndrome do túnel do carpo na vida: o nervo mediano fica apertado no punho, a mão formiga, dorme e dói, e os casos só aumentam com celular e teclado. Os remédios são a injeção de corticoide, que alivia e volta, ou a cirurgia. Um estudo publicado na revista Radiology testou um caminho do meio: 15 minutos, uma agulha guiada por ultrassom e soro fisiológico injetado em volta do nervo para soltá-lo do tecido ao redor. Em seis meses, quem recebeu o soro continuou melhorando; quem recebeu só corticoide viu os sintomas voltarem. Leia essa história em inglês, em 3 níveis, com áudio e tradução em português ao toque.

4 de nov. de 2026
Um rim tem 36 horas para ser transplantado. Cientistas congelaram rins por um ano inteiro — e eles voltaram a funcionarCiências e Saúde

Um rim tem 36 horas para ser transplantado. Cientistas congelaram rins por um ano inteiro — e eles voltaram a funcionar

Hoje um coração ou um pulmão precisa ser transplantado em cerca de seis horas; um rim, em 36. É por isso que tantos órgãos doados se perdem e mais de 100 mil americanos esperam na fila. Uma equipe da Universidade de Minnesota mostrou outro caminho: os rins de porco foram mergulhados numa solução protetora, resfriados até virar um estado de vidro a 150 graus negativos e guardados por meses, um deles por mais de um ano. No reaquecimento, nanopartículas de óxido de ferro esquentaram o órgão por igual, e os rins transplantados recuperaram a cor e produziram urina. Ainda é um preprint, sem revisão por pares, mas muda a conversa sobre bancos de órgãos. Leia essa história em inglês, em 3 níveis, com áudio e tradução em português ao toque.

3 de nov. de 2026
O James Webb flagrou uma estrela explodindo poucos dias depois do estouro — só que a explosão aconteceu há 12,5 bilhões de anosCiências e Saúde

O James Webb flagrou uma estrela explodindo poucos dias depois do estouro — só que a explosão aconteceu há 12,5 bilhões de anos

O telescópio James Webb volta ao mesmo pedaço de céu a cada dois meses, e numa dessas voltas apareceu um ponto de luz novo numa galáxia distante. Pela análise, é uma estrela que explodiu, flagrada entre 4 e 10 dias depois do estouro, o que quase nunca acontece a essa distância. O detalhe que dá nó na cabeça: a luz dessa explosão viajou 12,5 bilhões de anos até chegar ao espelho do Webb. A estrela morreu quando o universo tinha 1,2 bilhão de anos, e nós estamos vendo os primeiros dias da morte dela agora. Leia essa história em inglês, em 3 níveis, com áudio e tradução em português ao toque.

2 de nov. de 2026
Um detector que usa luz em vez de eletricidade pega deepfakes com 98% de acerto — e analisa 15 vídeos de uma vezTecnologia

Um detector que usa luz em vez de eletricidade pega deepfakes com 98% de acerto — e analisa 15 vídeos de uma vez

Deepfakes ficam melhores a cada mês, e os detectores digitais têm dois problemas: gastam muita energia e podem ser enganados por alterações invisíveis no vídeo. Uma equipe da UCLA, na Califórnia, atacou os dois de uma vez. Um pequeno programa extrai de cada vídeo as pistas que importam, codifica tudo num padrão de luz, e um processador ótico faz o resto: 97,8% de acerto analisando 15 vídeos ao mesmo tempo, e 96% com 18. O trabalho saiu na revista eLight. Leia essa história em inglês, em 3 níveis, com áudio e tradução em português ao toque.

1 de nov. de 2026
Uma proteína de alga verde virou interruptor de neurônio: com um feixe de luz, cientistas ligam e desligam células do cérebro — e isso deu o Nobel de MedicinaCiências e Saúde

Uma proteína de alga verde virou interruptor de neurônio: com um feixe de luz, cientistas ligam e desligam células do cérebro — e isso deu o Nobel de Medicina

Uma alga verde de uma célula só nada em direção à luz graças a uma proteína chamada canalrodopsina, que abre um canal na célula quando a luz bate. Dois cientistas alemães, Peter Hegemann e Georg Nagel, descobriram essa proteína. Um americano, Karl Deisseroth, teve a ideia de colocá-la em neurônios. Resultado: com um feixe de luz dá para ligar ou desligar uma célula específica do cérebro de um animal vivo e ver o que ela faz. A técnica, a optogenética, mapeia memória, emoção e comportamento, e já começou a devolver parte da visão a pessoas cegas por retinose pigmentar. Em 5 de outubro de 2026, os três ganharam o Nobel de Medicina. Leia essa história em inglês, em 3 níveis, com áudio e tradução em português ao toque.

31 de out. de 2026
O parasita da malária 'escuta' a melatonina do seu sono para atacar todo mundo junto — e cientistas da USP acharam a antena deleBrasil

O parasita da malária 'escuta' a melatonina do seu sono para atacar todo mundo junto — e cientistas da USP acharam a antena dele

A febre da malária vem em ondas porque milhões de parasitas estouram as células do sangue ao mesmo tempo, a cada 48 horas. Há mais de vinte anos cientistas sabem que existe essa sincronia; faltava saber quem rege a orquestra. Uma equipe da USP, com colegas da Université Paris Cité, mostrou que o parasita lê a melatonina, o hormônio que o nosso corpo libera à noite, e agora identificou o receptor que faz essa leitura, o MT-PfSR1. Uma molécula sintética, a AR34, ativa esse receptor sem tocar nos receptores humanos e, no laboratório, travou o crescimento do parasita. Leia essa história em inglês, em 3 níveis, com áudio e tradução em português ao toque.

30 de out. de 2026
Um robô humanoide por US$ 2.490 — e a versão para crianças, que cai, levanta e dá cambalhota, custa US$ 299Tecnologia

Um robô humanoide por US$ 2.490 — e a versão para crianças, que cai, levanta e dá cambalhota, custa US$ 299

Até ontem, robô humanoide era coisa de laboratório ou de fábrica, com preço de carro. Em 15 de outubro, a Faraday Future, uma empresa californiana conhecida por carros elétricos que quase não saíram da garagem, lançou o FF Nova: 49,7 cm, 2,8 kg, 20 articulações, anda, acena, cai e se levanta, por US$ 2.490. E lançou junto o Nova Mini, de US$ 299, para crianças a partir de 8 anos, que faz cambalhota e aprende programação em blocos. As primeiras 100 unidades são só por convite. Leia essa história em inglês, em 3 níveis, com áudio e tradução em português ao toque.

29 de out. de 2026
Pegaram células do sangue de uma pessoa de 80 anos e as transformaram em células do cérebro com idade molecular abaixo de 20Ciências e Saúde

Pegaram células do sangue de uma pessoa de 80 anos e as transformaram em células do cérebro com idade molecular abaixo de 20

Cada célula do seu corpo tem duas idades: a da certidão de nascimento e uma idade molecular, lida em marcas químicas no DNA. Cientistas da Universidade de Bonn, na Alemanha, pegaram células do sangue de um doador de 80 anos e as transformaram diretamente em células-tronco do cérebro. O relógio molecular dessas células voltou para menos de 20 anos, e voltou devagar, ao longo de 100 dias, o que permitiu filmar o rejuvenescimento passo a passo. Tudo em laboratório, ninguém ficou jovem, mas é uma ferramenta nova para estudar a doença de Alzheimer. Leia essa história em inglês, em 3 níveis, com áudio e tradução em português ao toque.

28 de out. de 2026
Dois pedaços de coral caíram juntos num tanque por acidente — e o que estava morrendo voltou à vida só pelo toqueNatureza

Dois pedaços de coral caíram juntos num tanque por acidente — e o que estava morrendo voltou à vida só pelo toque

Em 2025, num tanque de laboratório em Stanford, dois fragmentos de coral caíram um sobre o outro por acaso. Um estava saudável; o outro, branqueado, quase morto. Dias depois, o branqueado começou a recuperar a cor exatamente no ponto de contato. O experimento que veio depois, publicado na Science Advances em outubro de 2026, mostra o mecanismo: os tecidos se fundem, as algas passam de um coral para o outro e se multiplicam dez vezes mais rápido que na natureza. Todos os cinco corais em contato se recuperaram em sete semanas; os cinco separados por milímetros morreram. Leia essa história em inglês, em 3 níveis, com áudio e tradução em português ao toque.

27 de out. de 2026
Ele transformou um quilômetro cúbico de gelo da Antártida em telescópio — e ganhou o Nobel de Física sozinho, coisa que não acontecia desde 1991Ciências e Saúde

Ele transformou um quilômetro cúbico de gelo da Antártida em telescópio — e ganhou o Nobel de Física sozinho, coisa que não acontecia desde 1991

Neutrinos são as partículas-fantasma do universo: trilhões atravessam seu corpo a cada segundo, e a Terra inteira, sem deixar rastro. Em 1988, o físico Francis Halzen teve uma ideia simples e absurda: usar o gelo transparente do Polo Sul como detector. O resultado é o IceCube, 5.160 sensores enterrados num quilômetro cúbico de gelo, que já flagrou neutrinos vindos de buracos negros gigantes em outras galáxias. Em 6 de outubro de 2026, aos 82 anos, ele ganhou o Nobel de Física sem dividir com ninguém, o primeiro a fazer isso desde 1991. Leia essa história em inglês, em 3 níveis, com áudio e tradução em português ao toque.

26 de out. de 2026
A Copa foi da Espanha. Mas no futebol jogado em cima de uma mesa, o Brasil levou seis títulos mundiais em uma semanaBrasil

A Copa foi da Espanha. Mas no futebol jogado em cima de uma mesa, o Brasil levou seis títulos mundiais em uma semana

O Brasil não ganhou a Copa do Mundo de 2026, mas quando o futebol sobe para cima de uma mesa, ninguém segura o país. Numa só semana de outubro, brasileiros levaram os cinco títulos do Mundial de Futmesa, em Roma, disputado por 52 países, e o título mundial de futebol de botão, em Budapeste, com Marcus Vinicius, do Fluminense, vencendo dez partidas em dez e batendo outro brasileiro na final. Leia essa história em inglês, em 3 níveis, com áudio e tradução em português ao toque.

25 de out. de 2026
Alguém em casa pegou covid? Um comprimido tomado em até 3 dias cortou em 67% a chance de a doença passar para vocêCiências e Saúde

Alguém em casa pegou covid? Um comprimido tomado em até 3 dias cortou em 67% a chance de a doença passar para você

É a cena que toda família já viveu: uma pessoa da casa testa positivo para covid e o resto fica esperando a vez. Agora existe um comprimido feito exatamente para esse momento. O ensitrelvir, da japonesa Shionogi, foi testado em 2.387 pessoas que moravam com alguém doente: quem tomou o remédio por cinco dias teve 67% menos chance de adoecer do que quem tomou placebo, com os mesmos efeitos colaterais. O estudo saiu no New England Journal of Medicine e ganhou novos dados num congresso em 21 de outubro. Leia essa história em inglês, em 3 níveis, com áudio e tradução em português ao toque.

24 de out. de 2026
Quase 3 mil times de crianças treinam pilotagem de drone, o "esporte do futuro". Só que uma IA já ganha dos campeõesTecnologia

Quase 3 mil times de crianças treinam pilotagem de drone, o "esporte do futuro". Só que uma IA já ganha dos campeões

Em outubro começou nos Estados Unidos mais uma temporada da maior competição escolar de drones do país: quase 3 mil times, de crianças do fundamental a adolescentes do ensino médio, metade deles pilotando no controle e metade escrevendo o código para o drone voar sozinho. O discurso é de esporte e de emprego do futuro. Acontece que, em 2025, um drone guiado só por inteligência artificial já venceu três ex-campeões mundiais numa corrida em Abu Dhabi. Pilotar drone é uma profissão que já nasce velha? Leia essa história em inglês, em 3 níveis, com áudio e tradução em português ao toque.

23 de out. de 2026
Existe um campeonato mundial de xadrez jogado dentro das cadeias — e um número brasileiro que ninguém consegue explicar direitoMundo

Existe um campeonato mundial de xadrez jogado dentro das cadeias — e um número brasileiro que ninguém consegue explicar direito

Em 15, 16 e 17 de outubro aconteceu um dos maiores eventos esportivos internacionais do mundo — e ele foi disputado inteiramente atrás das grades. O campeonato intercontinental de xadrez para presos nasceu numa cadeia de Chicago em 2012 e, no ano passado, reuniu 135 times de 57 países. O Brasil tem a própria versão, com um número que impressiona e que, justamente por isso, merece ser lido com cuidado. Leia essa história em inglês, em 3 níveis, com áudio e tradução em português ao toque.

22 de out. de 2026
Ela passou quase 30 anos sem saber o que tinha — a resposta veio de um match num app de namoroCiências e Saúde

Ela passou quase 30 anos sem saber o que tinha — a resposta veio de um match num app de namoro

As mãos de Maria Paula Vieira queimavam desde os 3 anos de idade. Foram quase 30 anos de médicos, exames e nenhuma resposta — até ela desistir de procurar. O que mudou tudo não foi um hospital nem um congresso: foi um match num aplicativo de namoro, com um estudante de Medicina que se lembrou de uma aula difícil e do professor que a deu. Leia essa história em inglês, em 3 níveis, com áudio e tradução em português ao toque.

21 de out. de 2026
Uma bióloga argentina de 25 anos criou um gel que faz o coração se consertar em vez de virar cicatrizMundo

Uma bióloga argentina de 25 anos criou um gel que faz o coração se consertar em vez de virar cicatriz

A membrana amniótica é aquela bolsa que protege o bebê na barriga da mãe — e, depois do parto, costuma ir para o lixo. Uma bióloga argentina de 25 anos olhou para esse material descartado e pensou numa coisa: ele sabe fazer tecido crescer. O gel que ela desenvolveu a partir dessa ideia é injetado no coração machucado pelo infarto, não leva nenhuma célula viva, e serve de andaime para o próprio órgão se reconstruir. Em ovelhas, funcionou. Leia em inglês, em 3 níveis, com áudio e tradução em português ao toque.

20 de out. de 2026
O coração humano se reconstrói depois do infarto — pouco, mas se reconstróiCiências e Saúde

O coração humano se reconstrói depois do infarto — pouco, mas se reconstrói

A frase que todo estudante de medicina ouve é que o coração não se regenera: a parte que morre no infarto vira cicatriz, e cicatriz não bate. Uma equipe de Sydney resolveu testar isso do jeito mais difícil — com pedaços de coração humano vivo, recolhidos durante cirurgias de ponte de safena, em vez de células de laboratório. O que encontraram contraria o manual. Leia em inglês, em 3 níveis, com áudio e tradução em português ao toque.

19 de out. de 2026
Um filme rodado nas ruas de Luanda entrou na competição principal de Roterdã — e voltou da Áustria com o prêmio de melhor filmeMundo

Um filme rodado nas ruas de Luanda entrou na competição principal de Roterdã — e voltou da Áustria com o prêmio de melhor filme

O semba é a música que Luanda dança há décadas e a raiz de onde saiu o samba do outro lado do Atlântico. O filme que leva esse nome não é sobre a música: é sobre a cidade. 'Meu Semba', de Hugo Salvaterra, acompanha três irmãos criados num lar de acolhimento, contados no ritmo da poesia rap — e essa Luanda de salário curto e dignidade inteira entrou na competição principal de um dos festivais mais exigentes da Europa. Leia em inglês, em 3 níveis, com áudio e tradução em português ao toque.

18 de out. de 2026
Treze pessoas já se livraram do HIV — e os dois casos mais novos foram anunciados no RioCiências e Saúde

Treze pessoas já se livraram do HIV — e os dois casos mais novos foram anunciados no Rio

O HIV entra nas células por uma porta chamada CCR5. Algumas poucas pessoas no mundo nascem sem essa porta — e o vírus simplesmente não consegue entrar. Quando um paciente com HIV precisa de um transplante de medula por causa de um câncer e recebe medula justamente de um doador assim, acontece uma coisa rara: o sistema imunológico é reconstruído sem a fechadura. Em julho de 2026, no Rio, foram anunciados os casos 12 e 13. Leia em inglês, em 3 níveis, com áudio e tradução em português ao toque.

17 de out. de 2026
Ele tinha seis meses e uma doença de um em um milhão — então escreveram um remédio só para eleCiências e Saúde

Ele tinha seis meses e uma doença de um em um milhão — então escreveram um remédio só para ele

Remédio é coisa que se fabrica para milhões de pessoas — é essa escala que paga a conta. Por isso doenças de um em um milhão costumam não ter tratamento nenhum: não existe mercado, e não existe tempo. O caso de KJ Muldoon quebra essa lógica. Em seis meses, uma equipe da Filadélfia desenhou, fabricou e aplicou uma terapia de edição genética que serve para as mutações dele e de mais ninguém no mundo. Leia em inglês, em 3 níveis, com áudio e tradução em português ao toque.

16 de out. de 2026
A primeira vacina de mRNA contra câncer passou na fase 3 — e ela é fabricada sob medida para cada pacienteCiências e Saúde

A primeira vacina de mRNA contra câncer passou na fase 3 — e ela é fabricada sob medida para cada paciente

Não é uma vacina para evitar câncer. É uma vacina feita depois do diagnóstico, a partir do tumor daquela pessoa: sequenciam o tumor, escolhem as mutações que só ele tem, e escrevem um mRNA que ensina o sistema imunológico a caçar exatamente aquilo. A ideia vinha dando sinais bons havia anos. Em agosto de 2026, pela primeira vez, ela venceu um teste de fase 3. Leia em inglês, em 3 níveis, com áudio e tradução em português ao toque.

15 de out. de 2026
Meio milhão de corridas por semana sem ninguém no banco do motoristaTecnologia

Meio milhão de corridas por semana sem ninguém no banco do motorista

Por uns dez anos o carro autônomo foi aquela promessa que estava sempre 'a cinco anos de distância'. Enquanto a discussão continuava, ele virou rotina em algumas cidades americanas: meio milhão de corridas pagas por semana, sem ninguém no banco do motorista, e uma fila de cidades novas entrando a cada trimestre. O número que mais impressiona não é o total — é a velocidade com que ele dobra. Leia em inglês, em 3 níveis, com áudio e tradução em português ao toque.

14 de out. de 2026
A OpenAI soltou 722 artigos de matemática escritos por uma IA de uma vez só. No dia seguinte, um sinal de menos derrubou trêsTecnologia

A OpenAI soltou 722 artigos de matemática escritos por uma IA de uma vez só. No dia seguinte, um sinal de menos derrubou três

Em 6 de outubro, a OpenAI publicou de uma vez 722 artigos de matemática, todos escritos por um modelo de IA que o público ainda não pode usar. A empresa diz ter avançado em cerca de 370 problemas que resistiam havia anos, e um dos artigos dá um passo em direção à hipótese de Riemann, aberta desde 1859. No dia seguinte, um sinal trocado (um mais no lugar de um menos) derrubou três artigos. Os matemáticos se dividiram entre o entusiasmo e a irritação. Leia essa história em inglês, em 3 níveis, com áudio e tradução em português ao toque.

14 de out. de 2026
Ele perdeu a fala para a ELA — e voltou a conversar, com entonação, 30 milésimos depois de pensarCiências e Saúde

Ele perdeu a fala para a ELA — e voltou a conversar, com entonação, 30 milésimos depois de pensar

A ELA vai desligando os músculos um a um, e para muita gente o pior não é parar de andar: é parar de falar. As soluções antigas soletravam letra a letra, num ritmo que matava qualquer conversa. O sistema desenvolvido na Universidade da Califórnia em Davis faz outra coisa: lê a área do cérebro que comanda a fala e reconstrói a voz da pessoa em 30 milésimos de segundo — com entonação, pergunta e ênfase. Leia em inglês, em 3 níveis, com áudio e tradução em português ao toque.

13 de out. de 2026
A IA vasculhou 46 bilhões de moléculas que não existem e desenhou um antibiótico novoCiências e Saúde

A IA vasculhou 46 bilhões de moléculas que não existem e desenhou um antibiótico novo

Faz décadas que quase não nasce um antibiótico realmente novo: procurar no que a natureza já oferece dá cada vez menos resultado, e as bactérias resistentes não esperam. A saída que apareceu agora é estranha e elegante — em vez de procurar, desenhar. Um modelo de inteligência artificial percorreu 46 bilhões de moléculas que nunca existiram e apontou uma. Ela funcionou em camundongos. Leia em inglês, em 3 níveis, com áudio e tradução em português ao toque.

12 de out. de 2026
Ela errou um experimento no Rio em 2000 — e a molécula que nasceu dali vai a ensaio clínico contra a lesão medularBrasil

Ela errou um experimento no Rio em 2000 — e a molécula que nasceu dali vai a ensaio clínico contra a lesão medular

Em 2000, num laboratório da UFRJ, uma bióloga tentava separar moléculas de laminina e obteve o contrário: elas se juntaram numa rede que ninguém tinha conseguido montar antes. Vinte e seis anos depois, essa rede — a polilaminina — chega ao ensaio clínico como candidata a ajudar nervos cortados a voltar a crescer. Os primeiros pacientes tiveram ganhos reais, e a ciência ainda precisa do teste que separa esperança de prova. Leia em inglês, em 3 níveis, com áudio e tradução em português ao toque.

11 de out. de 2026